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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

Ou então um pouco mais sobre ela, acho que era isto que eu queria dizer.

 

Quantos de nós queremos ter um bom futuro? Casar, ter filhos, arranjar um bom emprego, um bom carro e porque não um animal de estimação? Suponho que toda a gente que conheça queira o que eu aqui digo (claro que há excepções).

Isso é um bom sonho sem dúvida, mas muitas vezes aparece um obstáculo entre o sonho e a realidade, entrave esse que é difícil de saltar por vezes e nos leva a dar voltas e mais voltas na cama, perdendo noites tranquilas de sono. Pois é, estou a falar da simples pergunta: “Mas como é que eu chego lá?”, ou então para os mais radicais: “Que raio tenho eu de fazer?”.

Não estou a escrever isto porque me veio a resposta assim do nada. Aliás, eu sou uma das pessoas que fazem a mesma questão da maneira radical. Estou a escrever isto não apenas porque me apetece faze-lo, mas porque sinto necessidade de o fazer também.

Muitas vezes, em noites de insónia absoluta, em que uma pessoa se cansa de ficar a olhar para o tecto a ver o com o que é que as manchas do mesmo se parecem, eu costumo pensar sobre isto, e não são poucas as vezes. Isto foi-se alargando até que o dito “problema” se tornou por muitas vezes o resultado das minhas insónias, porque pensando bem, eu já sou maior de idade, estudo numa tentativa de emendar erros do passado e de ter uma vida melhor, mas também “trabalho” ao fim de semana (só coloquei a palavra entre aspas porque na minha família tendem a não chamar àquilo trabalho). Mas, verdade seja dita, eu vejo-me à rasca com os estudos…

Não é por eu não saber, ou por falta de vontade de os completar (embora assim o pensem), é mais por pequenos problemas que se amontoam na minha vida e fazem um efeito bola de neve, crescendo à medida que o tempo passa.

Nunca fui o típico homem de luta, o tropa que se levantava às 5h da manhã para fazer uma corrida de 10km e chegar a casa antes das 6h e 30m para fazer vinte cento e cinquenta flexões até o sol nascer. Sou mais leve do que isso, muito mais leve do que isso. Preciso que me motivem a fazer algo, talvez por falta de apoio, falta de família (que as vezes só cá está para poder dizer que esteve), e falta ânimo me perca facilmente e precise do triplo do tempo que demorei para me perder, para conseguir encontrar de novo o rumo a seguir.

A escola, professores, alguns alunos e companhia limitada, tem me ajudado, mas mesmo assim, não vejo resultado. Não vejo uma luz que se acenda e me diga “é agora!”.

Sei que está na minha vez de mostrar algo, mas falta-me o factor de motivação, e eu não consigo ser o factor de motivação de mim mesmo. Parece que estagnei numa barreira psicológica, qualquer coisa que me trave sempre que a tento passar, me dizendo que eu já falhei inúmeras vezes ao tentar fazê-lo e que esta seria apenas mais uma.

Essa barreira, parcialmente já a passei, porque o ano passado por esta altura já tinha desistido. Mas ainda falta algo, uma coisa de nada apenas que me continua a dar voltas à cabeça, tirando-me o sono de noite.

Não sei muito bem o que é, nem sei o que preciso de fazer para quebrar este ciclo mas a resposta está quase nítida, só preciso de um pouco mais de tempo. Tempo esse que fica reduzido a quase nada.

 

 

Este filme tem uma história "quase" como a minha. Quem nunca o viu aconcelho a ver.

(E sim, este filme inspirou-me a escrever isto tudo...)

 

publicado por haquemdigaquesim às 04:00
música: New Radicals - You Get What You Give
sinto-me: ... Nem eu sei ...